Psicoterapia somática | SEP | Regulação do sistema nervoso
Glaida Pires
Um espaço de escuta, presença e cuidado para quem deseja compreender a relação
mente-corpo, reorganizar respostas internas e construir mais segurança em si
e nos seus relacionamentos.
Transformar é reconectar-se com a própria essência.
Para quem sente que o corpo fala antes das palavras
O corpo guarda histórias, mas também conhece caminhos de volta à segurança.
A proposta do trabalho da Glaida é criar um processo gradual e respeitoso,
onde o corpo possa ser escutado sem pressa. Um cuidado que articula presença,
percepção corporal e conhecimento sobre o sistema nervoso.
Presença, segurança e escutaUm acompanhamento feito com delicadeza e método.
Prazer, Glaida
Psicoterapeuta com atuação em abordagem somática, fisioterapeuta e osteopata.
Glaida Pires conduz processos voltados à regulação do sistema nervoso autônomo,
especialmente para pessoas que convivem com ansiedade, fadiga, dor crônica,
distúrbios funcionais e sinais persistentes de alerta no corpo.
Sua prática une conhecimento em neurofisiologia, experiência clínica e recursos
da Somatic Experiencing®, favorecendo um cuidado seguro, progressivo e orientado
à recuperação do equilíbrio.
É pós-graduada em Psicotraumatologia e Psicologia Positiva, credenciada
internacionalmente como SEP - Somatic Experiencing® Practitioner, e possui
formações nacionais e internacionais na área de desenvolvimento humano e terapias.
Membro da Associação Brasileira do Trauma. SEP - Somatic Experiencing® Practitioner
com credenciamento internacional.
01Corpo como caminho
Escuta dos sinais corporais como parte do processo terapêutico. O trauma
não está no evento, mas em como o sistema nervoso respondeu a esse evento.
Ele pode ficar registrado no corpo em forma de tensão, fobias, compulsões,
doenças, tiques nervosos, gagueira, ansiedade, dores crônicas e alterações
do sistema psiconeuroimunológico e endócrino, entre outros exemplos.
02Processo gradual
Ritmo respeitoso, sem forçar relatos ou experiências desagradáveis que possam retraumatizar.
03Cuidado e conexão
Base corporal, neurofisiológica e relacional em cada encontro.
Presença, segurança e escutaUm acompanhamento feito com delicadeza e método.
Abordagem corporal
Terapia somática para reorganizar respostas do corpo com segurança.
Nem tudo que pesa aparece primeiro como pensamento. Muitas vezes, o corpo sinaliza
por meio de tensão, cansaço, dor, sobressalto, dificuldade de relaxar ou sensação
de desconexão.
I
Perceber
Reconhecer sensações, limites, recursos internos e padrões de proteção do corpo.
II
Regular
Ampliar a capacidade de o sistema nervoso transitar entre alerta, repouso e presença.
III
Integrar
Construir novas formas de responder à vida com mais estabilidade e autonomia.
Serviços
Caminhos de cuidado, aprendizado e aprofundamento.
Glaida Pires oferece atendimentos, encontros vivenciais, palestras, cursos e
conteúdos educativos para quem busca compreender a relação mente-corpo e
desenvolver recursos internos de presença, segurança e autorregulação.
Atendimento
Terapia somática individual
Para adultos e adolescentes que desejam trabalhar ansiedade, estresse,
dor crônica, fadiga, traumas, fobias, depressão e desconexão corporal,
emocional e social.
Conversas e oficinas para clínicas, empresas e grupos que desejam falar sobre
saúde emocional, corpo, trauma e cuidado humanizado, incluindo ações relacionadas à NR-1.
Encontros, turmas e formações para aprofundar corpo, trauma e cuidado.
Cursos, workshops e vivências são organizados para profissionais, instituições
e grupos que desejam compreender a relação entre corpo, emoções, trauma,
segurança e saúde.
Você já se perguntou por que, mesmo quando tudo parece estar bem, seu corpo continua tenso, inquieto ou em constante estado de vigilância? Por que o coração acelera sem motivo claro, o sono não vem com facilidade, a respiração parece curta ou uma sensação de medo surge mesmo em situações aparentemente seguras?
Do ponto de vista da Somatic Experiencing® (SE), abordagem criada por Peter Levine a partir dos estudos sobre trauma, e também da neurofisiologia do sistema nervoso, essas reações não significam que há algo errado com você. Muitas vezes, elas revelam que o seu corpo está tentando lidar com experiências de ameaça que não foram completamente processadas.
O corpo não esquece o que viveu
Quando enfrentamos uma situação de perigo, seja um acidente, uma perda, uma experiência de violência, um procedimento médico difícil ou até situações prolongadas de estresse e insegurança, nosso sistema nervoso autônomo entra em ação para garantir a sobrevivência.
Ele mobiliza uma série de respostas automáticas: aumento dos batimentos cardíacos, maior tensão muscular, alteração da respiração, aumento da atenção ao ambiente e liberação de hormônios relacionados ao estresse. Essas reações têm uma função importante: preparar o organismo para lutar, fugir ou, quando nenhuma dessas possibilidades é viável, entrar em um estado de imobilização.
O problema não está na resposta de proteção em si. Ela é essencial para a vida. A dificuldade aparece quando, após o término da situação ameaçadora, o sistema nervoso não consegue reconhecer plenamente que o perigo passou.
É como se o corpo dissesse: “Eu sei que agora estou seguro, mas ainda não consigo sentir que estou seguro.”
O papel da neurocepção: quando o sistema nervoso avalia o mundo
A neurociência, especialmente por meio da Teoria Polivagal desenvolvida por Stephen Porges, trouxe o conceito de neurocepção, um processo inconsciente pelo qual o sistema nervoso avalia continuamente se o ambiente, as pessoas e as sensações internas representam segurança, perigo ou ameaça.
Essa avaliação acontece antes mesmo de termos consciência dela.
Por isso, alguém que passou por experiências de trauma pode se sentir em alerta diante de situações cotidianas: uma determinada voz, um tom de crítica, um ambiente fechado, uma expressão facial, um cheiro ou até uma sensação corporal podem ser interpretados pelo organismo como sinais de ameaça, mesmo que racionalmente a pessoa saiba que não está em risco.
Não se trata de falta de controle, fraqueza ou exagero. Trata-se de um sistema de proteção que aprendeu a permanecer ligado.
Quando a sobrevivência continua acontecendo no presente
Um dos princípios fundamentais da Somatic Experiencing® é que o trauma não está apenas no evento vivido, mas na forma como o sistema nervoso ficou organizado após aquela experiência.
Em muitos casos, a energia mobilizada para lutar ou fugir permanece incompleta no organismo, mantendo padrões de tensão, hipervigilância, ansiedade ou, em outros casos, estados de desligamento, cansaço extremo, falta de energia e sensação de desconexão.
O corpo continua agindo como se ainda precisasse se defender.
É por isso que muitas pessoas dizem frases como: “Eu sei que não há motivo para ter medo, mas meu corpo não obedece.” “Minha mente quer relaxar, mas eu não consigo.” “Estou sempre esperando que algo ruim aconteça.”
Esses relatos mostram a diferença entre entender a segurança intelectualmente e sentir segurança fisiologicamente.
O caminho de volta à sensação de segurança
Na Somatic Experiencing®, o processo terapêutico busca ajudar o sistema nervoso a recuperar sua capacidade natural de autorregulação.
Isso acontece por meio do desenvolvimento da consciência corporal, da percepção dos sinais internos, da ampliação dos recursos de segurança e da aproximação gradual das sensações relacionadas à experiência traumática, sempre respeitando o ritmo do organismo.
Pequenas experiências de conforto, apoio, presença e conexão podem enviar ao cérebro uma nova mensagem: “Agora é diferente. Neste momento, há segurança.”
Com o tempo, o corpo pode aprender a sair do estado constante de defesa e recuperar maior flexibilidade. A respiração se torna mais livre, a tensão diminui, a capacidade de estar presente aumenta e os relacionamentos podem se tornar mais seguros e espontâneos.
Reconectar-se com o próprio corpo é parte da cura
Muitas pessoas tentam superar suas dificuldades apenas pela compreensão racional, perguntando a si mesmas: “Por que eu ainda me sinto assim?”. Embora entender a própria história seja importante, frequentemente a transformação também precisa envolver o corpo, pois foi nele que o estado de alerta ficou registrado como uma memória de sobrevivência.
O corpo que aprendeu a se proteger pode, gradualmente, aprender novamente a se sentir seguro.
E talvez esse seja um dos aspectos mais profundos do processo terapêutico: deixar de viver constantemente preparado para o perigo e redescobrir a possibilidade de estar verdadeiramente presente na própria vida.
Glaida Pires Terapeuta somática, fisioterapeuta e osteopata.
Em nossa cultura, fomos ensinados a compreender a nós mesmos principalmente através dos pensamentos e das emoções nomeadas em palavras. Perguntamos: “O que estou pensando?”, “Por que estou sentindo isso?” ou “Qual é a causa do meu sofrimento?”. Embora essa investigação seja importante, muitas vezes existe uma dimensão igualmente fundamental que permanece esquecida: a linguagem do corpo.
Na perspectiva da Somatic Experiencing® (SE), abordagem desenvolvida por Peter Levine, o corpo não é apenas o local onde os sintomas aparecem. Ele é um organismo inteligente, que registra experiências, responde ao ambiente e carrega informações importantes sobre nossa história de vida, nossos recursos internos e nossos mecanismos de proteção.
Escutar o corpo no processo terapêutico significa desenvolver a capacidade de perceber suas mensagens de forma cuidadosa e sem julgamento. Isso inclui notar uma alteração na respiração, uma tensão nos ombros, um aperto no peito, um frio no abdômen, um tremor, uma sensação de calor ou até mesmo um impulso de se afastar, se proteger ou se aproximar de algo.
Essas respostas corporais estão profundamente relacionadas ao funcionamento do sistema nervoso autônomo, responsável por regular nossos estados de segurança, mobilização e proteção. A partir da nossa neurofisiologia, o organismo está constantemente fazendo uma leitura do ambiente, um processo chamado neurocepção, avaliando, muitas vezes fora da consciência, se estamos em segurança ou em perigo.
Quando passamos por situações de grande estresse ou eventos traumáticos, nem sempre o sistema nervoso consegue completar naturalmente suas respostas de defesa. Parte da energia mobilizada para lutar, fugir ou se proteger pode permanecer ativada no organismo, manifestando-se posteriormente como ansiedade constante, hipervigilância, dificuldades de relaxar, dores físicas, sensação de desconexão do próprio corpo ou estados de congelamento e falta de energia.
Por isso, na Somatic Experiencing®, não se busca apenas contar a história do que aconteceu, mas também perceber como a experiência está sendo vivida no corpo no momento presente. O terapeuta auxilia o paciente a desenvolver uma atenção gradual às sensações corporais, respeitando o ritmo do sistema nervoso e fortalecendo a percepção de segurança.
Esse processo não significa reviver o sofrimento ou mergulhar novamente na dor. Pelo contrário: significa criar pequenas experiências de regulação, permitindo que o organismo encontre novos caminhos de equilíbrio. Através de recursos como a orientação para o ambiente, a percepção das sensações agradáveis ou neutras e o movimento entre estados de ativação e tranquilidade, o sistema nervoso pode recuperar sua capacidade natural de autorregulação.
Escutar o corpo é, portanto, um processo de reconexão. É aprender a perceber os sinais sutis que, muitas vezes, foram ignorados durante anos em nome da adaptação, da produtividade ou da necessidade de continuar seguindo em frente.
Quando o corpo finalmente encontra um espaço seguro para ser ouvido, ele deixa de ser apenas o lugar onde carregamos nossas dores e passa a ser também um caminho para a cura, a presença e uma relação mais profunda conosco mesmos.
Glaida Pires
Quando uma pessoa procura ajuda terapêutica, geralmente traz consigo uma história de sofrimento, conflitos, sintomas físicos ou emocionais que, muitas vezes, já tentou compreender ou resolver de diversas maneiras. Porém, antes de qualquer técnica, interpretação ou intervenção, existe algo essencial que precisa ser construído: um espaço de presença, vínculo e segurança.
Na abordagem da Somatic Experiencing® (SE), desenvolvida por Peter Levine, compreendemos que o trauma não está apenas relacionado ao evento vivido, mas principalmente à forma como o sistema nervoso ficou impactado por uma experiência que excedeu a capacidade do organismo de lidar com ela naquele momento.
Por isso, o primeiro passo de um processo terapêutico não é reviver a dor, mas criar condições para que o corpo possa sentir que existe, no presente, uma nova possibilidade de experiência: a possibilidade de estar seguro.
A presença que regula
Presença vai muito além de estar fisicamente em uma sala. É a capacidade do terapeuta de estar genuinamente disponível, atento e conectado ao momento presente. É uma qualidade de escuta que acolhe não apenas as palavras, mas também a respiração, os silêncios, as mudanças na expressão facial, a postura e as sensações corporais que emergem durante o encontro.
A neurofisiologia demonstra que nosso sistema nervoso está continuamente avaliando o ambiente em busca de sinais de segurança ou ameaça. Esse processo, chamado de neurocepção, conceito desenvolvido por Stephen Porges, acontece de maneira automática, antes mesmo de termos uma percepção consciente do que está ocorrendo.
Um olhar acolhedor, uma voz calma, uma postura respeitosa e uma presença estável podem funcionar como sinais que comunicam ao sistema nervoso: “Neste momento, você está seguro.”
É a partir dessa experiência que o organismo começa a diminuir estados crônicos de alerta, defesa ou congelamento, favorecendo maior autorregulação e capacidade de conexão consigo mesmo e com o outro.
O vínculo como experiência reparadora
Muitas pessoas que sofreram traumas, especialmente os traumas relacionais ou de desenvolvimento, carregam marcas profundas em sua capacidade de confiar. Para alguns, o próprio contato com outra pessoa pode ativar medo, desconfiança ou necessidade de proteção.
Nesse contexto, o vínculo terapêutico torna-se uma experiência transformadora. Ele oferece uma relação baseada em respeito, previsibilidade, escuta e ausência de julgamento.
Na Somatic Experiencing®, compreende-se que a cura acontece não apenas pela compreensão intelectual da própria história, mas também por meio de novas experiências corporais. Quando uma pessoa percebe que pode permanecer em contato consigo mesma e com o outro sem ser invadida ou ameaçada, novas conexões neurais podem ser fortalecidas.
O vínculo saudável oferece ao sistema nervoso uma oportunidade de aprender algo que talvez não tenha sido plenamente vivido no passado: que é possível estar em relação e, ao mesmo tempo, manter seus limites, sua autonomia e sua integridade.
Segurança: o solo onde a transformação acontece
Um dos princípios fundamentais da Somatic Experiencing® é que não precisamos mergulhar diretamente nos momentos mais dolorosos para promover cura. Pelo contrário: o sistema nervoso precisa primeiro desenvolver recursos internos e externos que ofereçam sustentação.
A sensação de segurança pode surgir através da percepção dos apoios do corpo na cadeira, da consciência da respiração, da observação de elementos agradáveis do ambiente, da lembrança de experiências de conforto ou da percepção de pessoas e lugares que representam proteção.
Esses pequenos momentos de bem-estar ou estabilidade são extremamente importantes. Eles ampliam a capacidade do sistema nervoso de permanecer presente diante de emoções e sensações difíceis sem entrar em estados extremos de ativação ou colapso.
Na linguagem da Somatic Experiencing®, podemos dizer que a pessoa amplia sua capacidade de estar com aquilo que sente, sem ser dominada por isso.
Começar pelo que é seguro
Em uma sociedade que muitas vezes valoriza rapidez e resultados imediatos, pode parecer estranho iniciar um processo de transformação desacelerando e aprendendo a perceber os sinais sutis do próprio corpo.
No entanto, a neurofisiologia nos mostra que mudanças profundas acontecem quando o sistema nervoso encontra condições favoráveis para reorganizar seus padrões de resposta.
Por isso, antes de explorar as histórias mais difíceis, começamos por três palavras fundamentais: presença, vínculo e segurança.
A presença permite que alguém seja verdadeiramente visto. O vínculo possibilita que uma nova experiência relacional aconteça. A segurança oferece ao corpo o terreno necessário para sair da sobrevivência e retornar gradualmente à vida.
Esse é o convite inicial da terapia orientada pelo corpo: não forçar uma mudança, mas criar, passo a passo, as condições para que o organismo redescubra sua própria capacidade natural de equilíbrio, conexão e transformação.